Relatos de um quase suicida


Estava tudo parado.
Estava ali, não sabia como fui parar ali, mas era tentador.
O viaduto, o parapeito a minha disposição, concreto puro me atraindo, me chamando.
Aproximei-me vagarosamente, me encostei ali, fiquei olhando o asfalto negro com listras lá em baixo, a muitos metros de distância, tão atraente. Pude sentir meu corpo atravessando o concreto em direção a rua lá em baixo, senti um frio na barriga.
Sentei-me no parapeito, fiquei olhando o chão a metros de distância. Lá, onde vez em quando passava um carro.
Senti uma frenética vontade de pular, pensei em minha vida, alguns diriam que eu vi minha vida passando diante dos meus olhos, como uma lembrança na hora da morte.
Era minha mente, minha vontade de viver, meu coração, meu instinto pedindo mais alguns momentos. Meu inconsciente apelando, mostrando coisas das quais eu não lembrava, das quais eu jamais lembraria.
Mas o que parecia estar para sempre perdido na escuridão da memória vinha à luz da razão em um desejo alucinado pela vida, lembranças felizes, momentos de superação, como um estimulo à desistência, dando-me coragem para viver, para continuar a viver.
Me virei, coloquei os pés no chão, olhei para o céu estrelado, sentei no chão e me acomodei, fiquei algumas horas olhando o céu. Estava quase amanhecendo, levantei-me e fui para casa.


[texto fictício]
Gabriel bob

Historia do Suicidio

Percorrendo a história da humanidade, notamos que na Antigüidade os hebreus foram os que menos cometeram o suicídio. As Escrituras registram apenas o suicídio de Abimileque, de Saúl, de Aquitofel, de Zambri e pouco mais.

Nos povos orientais, o suicídio é um fato vulgar e normal. Os japoneses adotam o haraquiri, ritual de suicídio usando a espada. São famosos os kamikazes, pilotos japoneses, membros de um corpo de voluntários que no fim da 2.ª Guerra Mundial, treinados para desfecharem um ataque suicida contra objetivos inimigos, especialmente navios. Na Índia não se contam os suicídios senão aos milhares.

Na história do Egito, tornou-se célebre o suicídio de Cleóprata.

Em Cartago eram também freqüentes os suicídios. Amílcar matou-se humilhado por uma derrota e Aníbal suicidou-se para não cair nas mãos dos seus inimigos. Códio, rei de Atenas, matou-se para livrar o seu país dos horrores da guerra.

Na Idade Média, período caracterizado por uma maciça dominação religiosa, o suicídio diminuiu, pois quem o cometesse não recebia as bênçãos da Igreja. Na renascença, período de maior liberdade religiosa, o suicídio recrudesceu e continua até nos dias atuais, principalmente explicados pelos problemas causados pela Revolução Industrial e pelo Capitalismo nascente, os quais diminuíram os apelos à Rel
igião

Autoperdão


Esses atos falhos representados por palavras errantes

Derramam o peso da culpa repensada

Refazem pensamentos dolorosos

Recriam situações foragidas

Evitam os anseios distantes

Que essa face que hoje se aquece por lagrimas disfarçadas

Encontrem o perdão de uma consciência remida

Repouse no jardim que insiste em morrer

Vivifique nesse vale onde o cinza se faz

Onde o ontem ainda é presente

Onde futuro apenas sobrevive de perdão eterno

Conto do Faz de Conta


Deixa o Sol de lado só por hoje
Pra fazer valer aqueles minutos de palavras que nunca falo
Dei-me conta que “ninguém” é aquele “quem” que nada faz.
Que deixa guardado que é amargo
Que desiste de tudo que não sentiu
E aqueles que prezam por nos
Que abrem os sorrisos amarelos
Só pra ofuscar as cores que já não vejo

Melhor fazer de conta
De que tudo ainda me convém
De conseguir sintetizar o que posso tocar
De engavetar as lagrimas
Revestir-me de risadas
Encarar o colorido do tempo que faz girar
Amassar os pensamentos desconexos
Enfatizar a vida em toda sua eternidade de diária

Melhor fazer de conta
De que minha paz entreguei a ninguém
De que os sentidos calejam-se
De que lábios ainda podem receber sorrisos
De que lagrimas ainda cairão do céu
E irão molhar o passado que desbotou

Faz de conta que não amanheceu
Já que de luz não preciso mais pra te ver
Diz pra Deus que eu vou estar aqui
Continuarei a esperar essa chuva cessar
Diz ao sol que pode se esconder
Pois sei que cansarei de esperar

Continuo perambulando por aí..

Queda nossa de cada dia

Caindo do 20º andar

O ar se perde

Os olhos se fecham

O coração se corta

A boca estremece

As pernas adormecem

Os braços se abrem

Inicio da vida nova

Que vem encontrar a alma castigada

Um corpo impreciso

Imagens retalham uma mente inócua

Por já ter sido dominada pela insanidade

Ainda caindo, sinto novos ares

Vejo a paisagem distante que me espera

O cheiro adocicado de palavras mudas

Olhares fechados

O som do impacto da chegada ao lugar esperado

Sorriso contido de quem em casa acaba de chegar

Caindo do 20º andar

Retalhos de hipocrisia



Seus detalhes já não mais me corrompem

Já não me importo mais

Teus métodos não me movem nem envolvem

Preciso de ressurreição eterna

Não sei quando o furto aconteceu

Mas a imagem que hoje se forma há tempos deixou de ser eu

Aguardo a chuva de anseios desesperados

Revejo estrelas caindo de um céu que insiste em mudar de lugar

O sal de minhas lagrimas já não tem o mesmo sabor

Chorar ainda faz parte de mim?

Aqueles sorrisos que insistem em me punir

Olhares que permanecem obscuros

Uma vida de irrealidade constante

Hipocrisia sórdida que insiste em se fazer presente

Continuo me deixando levar por uma onda vinda de mares tendenciosos

Suas criticas não me atingem

Nada mais incomoda esse músculo penoso que ainda bate

Suas resistências foram desarmadas por visões turvadas

Imagino o fim e suas linhas conspiratórias

Mas leva-me..

Angustia salve- me!

Salva-me do tempo que já não conto

Salva-me desses doces deletérios

Salva-me das canções sufocantes

Salva-me dessa alma que arrasta o corpo,pra se dizer vivo..

Salva-me dessa insanidade corajosa

Suicida

Define-se suicídio como a atitude individual, de livre arbítrio, de extinguir a própria vida por ato deliberado, podendo ser causada entre outros factores por um elevado grau de desespero e sofrimento, geralmente de nível emocional, sentimental, mas também poderá ser causado por motivos económicos entre outros... viva Wikipedia.
Mas a definição é você quem faz
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